29 de agosto de 2013

[rubrica] ''A'' Francesa, por Carolina Pinto


Allô a todos!
A partir de hoje trago-vos uma nova rubrica semanal ao Man Next Door, bem como o principio de uma colaboração. Curiosos? Ora então vejam!


Olá a todos! Sou a Carolina, arroiana, aspirante a designer e uma nerd sociável. Interesso-me por tudo o que tenha haver com cinema, fotografia, literatura, teatro, ilustração e arte em geral. E é mesmo sobre isso que vou aqui falar-vos, vai ser uma rubrica cultural e espero contribuir para enriquecer este blog, que já é fantástico.
Hoje, em jeito de apresentação, deixo-vos um top de 3 dos filmes que mais me marcaram e que (a meu ver) são obrigatórios, quer pelo realizador, quer pela mensagem transmitida ou pela força dos planos e diálogos.


Em primeiro lugar está talvez o meu filme preferido, Big Fish, de Tim Burton. Não é de todo o meu realizador de eleição, mas este filme de 2003 é de nos apaixonarmos à primeira vista. Baseado no livro de Daniel Wallace, Big Fish: A Novel of Mythic Proportions, este filme fala sobre um pai no leito da morte, contando enumeras histórias da sua juventude cheias de fantasia e metáforas ao seu filho distante e cético. Ewan McGregor interpreta o pai em jovem e nos flashbacks que fazem a maior parte do filme. Todas as histórias que conta são uma metáfora para a vida, com o deslumbramento típico do universo Burton. Acabamos de ver o filme e entendemos a importância do sonho, do coração bom e da mente aberta. Não tem que ser tudo cientificamente provado ou politicamente correcto. A nossa memória e imaginação acabam por escrever uma história não exacta mas muito real.



Em segundo, fica um filme mais recente, Django Unchained do meu realizador preferido, Quentin Tarantino.


Estreou em Dezembro de 2012 e nos últimos óscares ganhou nas categorias Melhor Argumento Original (que foi escrito por Tarantino) e Melhor Actor Secundário, entregue ao brilhante e sempre fantástico Christoph Waltz.
Neste top tinha que estar Tarantino, e acção do filme passa-se em 1859 no sul dos Estados Unidos da América, durante a escravatura e Django (Jamie Foxx) é apenas mais um escravo quando é comprado por um caçador de recompensas alemão, Dr. Shultz (Christoph Waltz) e depois de libertado, para que possam trabalhar em conjunto e salvarem Broomhida (Kerry Washington), a esposa e amada de Django. Uma série de eventos levam-nos ao terrível Calvin Candy (Leonardo DiCaprio) e aí começa a acção.
Tarantino aborda o tema de forma brilhante, comovente e sempre com aquelas cenas e planos típicos do realizador, os diálogos são maravilhosos e claro, o sempre inesperado final. Podem esperar neste filme tiros, sangue por tudo quanto é lado e claro, uma banda sonora espectacular.




E em terceiro lugar, mas não menos importante, quero homenagear o cinema português, que é tão cheio de talento e tão pouco valorizado, com Sangue do meu Sangue, do meu adorado João Canijo.


Este filme de 2011 foi muito bem recebido e aclamado e premiado em vários festivais internacionais. Conta com a presença de actores portugueses excelentes e que adoro, como a Rita Blanco ou o Nuno Lopes. Este filme que retrata, como tão bem Canijo sabe fazer, uma típica família portuguesa de classe baixa a morar no Bairro Padre Cruz. Em apenas uma semana, o quotidiano é virado do avesso quando a filha mais velha, interpretada por Cleia Almeida, anuncia que está grávida e não é do seu namorado. Em conjunto com esta história, mais se desenredam, retardando o bairro, as suas disputas, tráfico de droga e violência.
Neste filme, João Canijo eleve o cinema português a um nível superior, com diálogos cruzados combinados com planos complexos e cativamos, encorporamos várias histórias numa cena só e dando dinâmica, originalidade e força às cenas. Este é um excelente exemplo de quando se diz, o que é nacional é bom. E aqui, é muito bom.



Como também adoro cinema francês aqui fica uma banda sonora perfeita!
La Valse des Monstres - Yann Tiersen


Espero que tenham gostado desta estreia e até ao próximo post! 

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