21 de maio de 2013

Museu Nacional do Traje - José António Tenente



Allô a todos!

No passado Sábado, dia 18, celebrou-se o dia internacional dos museus e, o museu do traje promoveu uma série de iniciativas inseridas no tema ''Memória e Criatividade = Mudança Social''.
À parte da exposição patente, ''Pele sobre Pele'', onde é abordado o papel das peles em Portugal em simultâneo com a colecção patente do museu (que trata do traje em Portugal ao longo dos tempos), houve uma espécie de conferência (se assim a pudermos chamar) com o criador José António Tenente.

Com a capela barroca do museu como pano de fundo, a conversa entre o designer, a socióloga Cristina Duarte e a directora do museu, a Dra. Clara Vaz Pinto foi fluindo e aqui vos deixo uma espécie de ''síntese/comentário'':

Durante a conversa, passou-se em revista a carreira do criador tendo como ponto de partida um casaco castanho (acompanhado de fotografias) que foi trazido pela socióloga, casaco esse que fez parte da colecção de Outono-Inverno 1991/1992 e que foi passado pela manequim Margarida Hilário (algures na altura da realização da primeira ModaLisboa). Logo de seguida falou-se da ligação do designer ao museu, onde foi contado que o terceiro desfile do mesmo foi feito naquele local (no ano de 1989).
Voltou-se ''à actualidade'' e o designer disse ''gosto que as peças durem mais do que aqueles seis meses em que estão em uso e que é um privilégio que peças de colecções anteriores possam estar expostas no museu, ao lado de peças com mais de 200 anos de história'', salientou também que ''o trabalho do designer só é completo graças aos clientes'' e que ''o trabalho de autor não é para todos, uns revêm-se nele, outros não.'', concluindo que o que é importante na moda e no uso das peças é a individualidade que lhes damos!
Numa analepse, regressou-se aos tempos de estudante do designer e aos primeiros trabalhos efectuados pelo mesmo, no qual se recordou a biblioteca do museu como um local de encontros (para entrevistas, para leitura e estudo) e do primeiro desfile de José António Tenente, no Teatro Ibérico, no ano de 1986.
Regressou-se aos dias de hoje e começou-se a falar da colecção nos dias de hoje onde o criador diz que tem como base referências passadas e outras, leitura e interpretação do que vai aparecendo no seu quotidiano, bem como do pensamento de identidade da marca José António Tenente, onde memorizei uma frase curiosa dita pelo designer ''não existe problema nenhum em trabalhar-se sobre as mesmas ideias, até porque existem sempre diferentes visões dessa mesma ideia''. 
Folheou-se também o gosto pessoal do criador, onde descobrimos que o barroco é o seu estilo de eleição, que gosta de ópera, música barroca, música contemporânea e de autores italianos e recomendou para quem está a estudar moda que leia tudo o que existe publicado sobre o assunto, em especial tudo o que tenha haver com a moda portuguesa e elegeu como livros favoritos (dentro da área) as monografias de Balenciaga e Dior.

E assim se passou um bom bocado, com um criador nacional que considera nunca estar satisfeito com nada!



deixo-vos ainda uma música dos Massive Attack - Inertia Creeps

Sem comentários:

Enviar um comentário